APOCALIPSE
Bacharel em
Teologia - UFG
Graduação em
Teologia Sistemática – Faifa- GO
Pastor e
professor Junio
09/01/2025
Aula 04
Tema: IGREJA DE ESMIRNA – PERSEVERANÇA NA
PERSEGUIÇAO
Contexto
Histórico:
Informa Lucas que, durante a
estadia de Paulo em Éfeso, toda a Ásia Menor foi alcançada pelo Evangelho: “E
durou isto por espaço de dois anos, de tal maneira que todos os que habitavam
na Ásia ouviram a palavra do Senhor Jesus, tanto judeus como gregos” (At
19.10). Infere-se, pois, tenha sido a igreja em Esmirna estabelecida nesse
período. Conquanto plantada numa cidade opulenta, ela era pobre, mas ricamente
florescia em Deus (Ap 2.9)
Posicionamento dessa igreja: Esmirna, confessante e mártir.
A igreja em Esmirna era
confessional e mártir. Professando a Cristo, demonstrava estar disposta a “ sustentar
lhe “ o testemunho até o fim; sua fidelidade ao Senhor era inegociável (Ap
2.10).
A Igreja de Esmirna, uma das Sete Igrejas
da Ásia, posicionou-se em favor da fidelidade até a morte, mesmo diante da
perseguição. Como
está a nossa confissão nestes tempos difíceis e trabalhosos?
Reflexão: Romanos
8:38-39 - Nada nos afastará do amor de Deus.
II Coríntios 4:8-9 - Não somos privados de dificuldades; porem
imbatíveis em Cristo.
AS CONDIÇOES DA IGREJA
DE ESMIRNA
01 Tribulação
(Ap 2.9).
O anjo
da igreja em Esmirna sabia perfeitamente que a tribulação é um legado que
recebemos do Senhor Jesus: “Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz;
no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo 16.33).
Tranquilizado por essa promessa, o pastor de Esmirna refugiava-se na paz que
excede todo o entendimento (Fp 4.7).
Roguemos,
pois, ao Senhor que console os que, neste momento de suprema provação, estão
selando a fé com o próprio sangue.
Aplicaçao:
·
Atos 14:19 – 22 -
vencendo e fortalecendo pela fé as tribulações.
·
Tiago l:12 – Todavia Tiago nos exorta á suporta com
perseverança.
02
Pobreza.
Esmirna carecia de tudo. O próprio Senhor
reconhece-lhe a extrema pobreza: “Conheço a tua (...) pobreza” (Ap 2.9). Essa
pobreza, todavia, era rica. Complementa o Cristo: “Mas tu és rico”. Sim, ela
era rica, pois fora comprada por um elevadíssimo preço: o sangue de Jesus (1 Pe
1.18,19)
Aplicação:
·
Mateus 6:19-21 - Aconselha a ter um tesouro no céu
·
Gálatas 5:22-23 - Os frutos do Espirito; são o maior presente
que um homem tem guardado como riqueza...
03 Ataques
dos falsos crentes
Além dos ataques externos, internamente a
igreja em Esmirna era perseguida por falsos crentes a quem o Senhor Jesus
desmascara: “Eu sei as tuas obras, e tribulação, e pobreza (mas tu és rico), e
a blasfêmia dos que se dizem judeus e não o são, mas são a sinagoga de Satanás.
” (Ap 2.9).
O que buscava essa gente? Corromper a graça de Cristo
através de artifícios humanos. Eles eram tão afoitos na disseminação de suas
heresias e modismos, que se desfaziam em blasfêmias contra o pastor e a sua
igreja. Mas na verdade estavam blasfemando de Cristo. Todavia, não haviam de ir
adiante, pois em breve seriam julgados por aquele que sonda mentes e corações
(Ap 2.23).
Aplicação:
·
I Timóteo 6: 3-10 - Falsas Doutrinas
·
II Timóteo 4: 2-4 - Não podem suportar a verdadeira
Doutrina
04 Os
crentes em prisão -
Além dessas contrariedades, alguns
membros da igreja em Esmirna (talvez os integrantes do ministério) seriam
lançados na prisão, onde uma tribulação de dez dias aguardava-os (Ap 2.10).
Foram eles executados? O que sabemos é que perseveraram até o fim, pois
almejavam receber a coroa da vida.
Aplicação:
·
Salmo
142: 07 - Alma aprisionada.
·
Colossenses
01:13 – Nos resgatou do Império das trevas
“ Não são poucos os crentes que,
neste momento, acham-se presos pelo único crime de professar a fé em Cristo (Mt
24.9). Nossos irmãos são torturados e executados. “
Concluímos:
Somente os
que conhecem a natureza da segunda morte (Ap.20:13-15) não temem as angústias
da primeira. Esta, posto que é morte física (Jo 11: 25-26), termina uma jornada
temporal; aquela, ainda que morte, não morre: inicia um suplício eterno
(Hb.9:27). Eis porque Esmirna sujeitava-se à primeira, porque temia o dano da
segunda. Mas a sua principal motivação não era o medo da segunda morte e, sim,
o amor que tinha por aquele que é a ressurreição e a vida. (Atos 20:28)


