terça-feira, 29 de dezembro de 2015

A importância do conhecimento de Deus

                 
   

A importância do conhecimento de Deus


Deus pode ser conhecido verdadeiramente (Jo.17.3), ainda que não possa ser conhecido plenamente (Sl.139.6; Rm.11.33-34).

Conhecer a Deus é a tarefa primordial e mais importante no que se refere às coisas espirituais. Sem um verdadeiro conhecimento de Deus é impossível ser salvo ou servi-lo e adorá-lo verdadeiramente (Jo.4:22). Para conhecermos a Deus é necessário que Ele se revele a nós (Mt.11:27; Rm.1:19), pois não podemos conhecê-lo com nossos próprios esforços (I Co.1:21). Deus se revela na natureza e principalmente em Sua Palavra.

O que são os atributos de Deus

Os atributos divinos são as características de Deus, a soma das quais definem quem Ele é. Eles refletem diversos aspectos da mesma essência divina.

Os atributos de Deus

Trindade: Deus existe eternamente como três pessoas (Pai, Filho e Espírito Santo), cada pessoa é plenamente Deus, e existe só um Deus. Todos os atributos divinos aplicam-se a cada pessoa da Divindade (Mt.3:16,17; Mt.28:19; I Jo.5:7).

Independência: Deus é um ser não causado e ninguém além d’Ele próprio sustenta Seu ser. Ele não precisa de nós nem do restante da criação para nada, pois existe por si mesmo e não depende de qualquer coisa externa a si próprio para existir (Jo.5:26; At.17:28; Ap.4:11);

Eternidade: Deus não tem princípio nem fim nem sucessão de momentos no Seu próprio ser, e percebe todo o tempo com igual realismo. Ele criou o próprio tempo e, portanto, é independente dele (Ex.3:14; Sl.90:2; II Pe.3:8);

Imutabilidade: Deus é imutável no Seu ser, nas Suas perfeições, nos Seus propósitos e nas Suas promessas. Deus não pode mudar porque é eterno e perfeito (Sl.102:25-27; Ml.3:6; Tg.1:17; Sl.33:11; Nm.23:19);

Unidade: Deus não está dividido em partes, mas percebemos atributos diversos enfatizados em momentos diferentes. Não existe um atributo mais importante do que o outro (I Jo.1:5; 4:16);

Espiritualidade: Deus é espírito e, portanto, não tem corpo. Ele existe como ser que não é feito de matéria e que não tem partes, formas ou dimensões (Jo.4:24; I Tm.1:17; Ex. 20:4-6; Dt.4:15-16). As passagens que atribuem a Deus partes corporais (II Cr.16:9; Sl.91:1-4) devem ser entendidas em sentido figurado, pois são antropomórficas;

Onipresença: Deus está presente em todo lugar, estando envolvido na criação e na vida dos indivíduos (Sl.139.7-10);

Onisciência: Deus possui todo o conhecimento, o que significa que Ele conhece inclusive o futuro e os nossos pensamentos (Jó 37.16; Sl.139.1-4; Is.46.10; Rm.11.33; Hb.4.13);

Onipotência: Deus pode fazer tudo aquilo que deseja (Gn.17.1; Jó 42.2; Sl.115.3; Is.43.11-13; Mc.10.27). Ele não pode pecar ou agir contra Sua própria natureza (Tg.1.13);

Amor: Deus é amor, o que significa que Ele se doa eternamente aos outros (I Jo.4:8; Jo.17:24). Deus ama a todos, mas não da mesma forma (Mt.5:45; Rm.8:35-39; Rm.9:13);

Justiça: Deus sempre age segundo o que é justo, e Ele mesmo é o parâmetro da justiça (Dt.34:4; Gn.18:25; Is.30:18; Jr.9:24; At.17:31);

Ira: Deus odeia intensamente todo o pecado e aqueles que o praticam (Rm.1:18; 9:22-23; Jo.3:36). O cristão não deve temer a ira de Deus, visto que foi salvo dela pela justiça de Cristo (Rm.5:9);

Vontade: Deus aprova e decide executar todo ato necessário para a existência e para a atividade de si mesmo e de toda a criação. A vontade de Deus envolve as escolhas divinas do que fazer e não fazer (Mt.10:29; Ef.1:11; Ap.4:11; At.4:27-28; Tg.4:13-15). É dividida em vontade secreta e vontade revelada (Dt.29:29). A vontade revelada refere-se a tudo aquilo registrado na Bíblia, e a vontade secreta refere-se aos decretos pelos quais Deus rege o mundo e determina tudo o que irá acontecer;

Santidade: Deus é santo (I Sm.2.2; Sl.99; Is.40.25; Ap.15.4) em dois aspectos: transcendência e pureza moral. A transcendência mostra como Deus está separado e é independente do espaço e do tempo, não sendo limitado por eles (Is.57.15). A pureza moral mostra como Deus está separado de tudo o que é pecaminoso (Lv.20.26; I Pe.1.15,16).

Bibliografia:

CHEUNG, Vincent. Teologia Sistemática. Reformation Ministries International, cap.3.

GRUDEM, Wayne. Teologia Sistemática. Editora Vida Nova, caps.11, 12, 13.

Autor: Pr. Junio Roberto 

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Resgatar os que Perecem

Salva-me, ó Deus, porque as águas me sobem até à alma. ... Estou nas profundezas das águas, e a corrente me submerge. Estou cansado de clamar. Sal. 69:1-3.


Nunca me esquecerei do dia 13 de janeiro de 1982. Naquela época, nossa família morava em Beltsville, Estado de Maryland. Já fazia horas que estava nevando, quando ligamos a televisão para saber a previsão do tempo para a região de Washington. De repente, a previsão meteorológica foi interrompida pela assustadora notícia de que um avião de passageiros da Air Florida havia caído no rio Potomac, logo após a decolagem do Aeroporto Nacional de Washington. Não chegamos a ver o que aconteceu depois, mas ficamos sabendo mais tarde.

Larry Skutnick, um homem de 28 anos de idade, observava as pessoas que num helicóptero tentavam resgatar a aeromoça Prescilla Tirado, que se debatia na água, em perigo de afogar-se. Por duas vezes ela deixara escapar a corda que lhe haviam lançado. Vendo que as forças dela estavam no fim, Skutnick tirou sua jaqueta e as botas, saltou para dentro da água gelada e nadou quase trinta metros até alcançá-la e arrastá-la para um lugar seguro.

Após o resgate, a mídia perguntou a Skutnick o que o havia motivado a arriscar a própria vida para salvar aquela moça. Skutnick respondeu modestamente: "Poderia ser qualquer um. Simplesmente aconteceu que eu estava lá. Já estava lá por um bom tempo, mas ninguém entrava na água. Isso é algo que nunca pensei em fazer, mas ao olhar para trás, acho que o fiz justamente por não ter pensado. Alguém precisava entrar na água, e aconteceu que fui eu."

O salmista, debatendo-se no mar da vida, sentiu a coragem falhar e clamou a Deus por socorro. Aquele que observa a queda de um pardal, ouviu o clamor. "Ele é tocado por nossas tristezas, e até mesmo a expressão delas Lhe comove o grande coração de infinito amor. Não há em nossa vida nenhum capítulo demasiado obscuro para que o possa ler; perplexidade alguma por demais intrincada para que a possa resolver." - Ellen G. White, Bible Echo, 1º de fevereiro de 1893. Não é nenhuma surpresa, portanto, que Davi tenha concluído o salmo com uma nota triunfante. "Louvarei com cânticos o nome de Deus, exaltá-Lo-ei com ações de graça." Verso 30.

A que Deus maravilhoso servimos! Com freqüência, Ele salva pecadores em perigo de vida, usando-nos como instrumento para Lhe cumprir os propósitos.

domingo, 29 de novembro de 2015

Corrida para o alvo

Resumo Muitos dedicam suas vidas em busca do sucesso, visando apenas os valores materiais. Poucos alcançam estes valores, mas, quando o fazem, percebem que ainda falta lhes falta algo. Só Deus pode preencher este vazio na nossa alma, e assim ele nos incentiva a nos esforçarmos para alcançar a recompensa maior: a vida eterna em Cristo Jesus.

 Introdução Sabemos que o atleta no mundo corre por um prêmio corruptível, também sabemos que nós, os servos do Senhor, corremos igualmente por uma recompensa não corruptível que é a vida eterna, por uma coroa, a coroa da vida. O Senhor deseja nos falar sobre a nossa corrida rumo à eternidade. Preparo do atleta no mundo O atleta que não é servo se abstém de muitas coisas ou renuncia a muitas coisas; renuncia à vida social, alimentação, vestimentas, família, lazer, vício, etc. Ele tem que estar totalmente concentrado no seu objetivo, que é receber o prêmio. A alimentação não é a que ele gosta, mas a que ele necessita. A família fica em segundo plano, porque ele passa horas treinando, concentrado, etc. 

 A vestimenta tem que ser apropriada para não causar dificuldade na corrida. Eles fazem todo esse esforço sem ter certeza de que vão alcançar o prêmio, pois podem aparecer obstáculos que os impeçam. Por exemplo: pode surgir um melhor do que ele, ou pode acontecer um problema físico, e assim por diante. Preparo dos servos Os servos também se abstém das mesmas coisas que o atleta. Por que renunciamos à sociedade corrompida? Porque para corrermos bem, como disse o apóstolo Paulo, a carreira que nos está proposta, precisamos andar ou viver na orientação do Espírito Santo. "E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me." Lc 9:23 Tomar a cruz significa renúncia ao nosso próprio eu (o viver segundo a carne). Renunciamos à alimentação que o mundo oferece como Daniel, que se absteve dos manjares do rei. 

A vestimenta do "atleta" (incluindo as servas), deve ser purificada no sangue de Jesus, isto é, vestes santas. Devemos produzir o fruto do Espírito Santo: domínio próprio, paciência, etc. Com relação à família, a Palavra de Deus nos ensina que aquele que não deixar pai e mãe por amor do Senhor Jesus, não é digno dele. Em que sentido? No sentido de colocarmos o Senhor em primeiro lugar. No que tange ao lazer: nós nos abstemos do lazer que o mundo nos oferece para nos alegrarmos na orientação do Espírito Santo, na verdade nos abstemos somente daquilo em que o pecado está envolvido. Já os vícios, o Senhor retira de nós aquilo que nos faz mal, exemplo: o alcoólatra prejudica a sua saúde, a sua família, e principalmente a sua vida espiritual. 

 Conclusão O atleta perde para ganhar, Paulo escreveu aos Filipenses: "mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo” Fp 3:7. Assim como o atleta obedece ao seu instrutor para conseguir o almejado prêmio, sem ter certeza de que conseguirá, o servo do Senhor é obediente às orientações do seu conselheiro, o Espírito Santo, e luta com a certeza de que se andar nesta direção, na revelação, conseguirá alcançar o projeto de Deus para sua vida. Para Deus não há melhor nem pior, maior nem menor, é só corrermos, não olhando para trás, não nos embaraçando com as coisas dessa vida, não desistindo de perseguirmos o alvo. Assim como Deus deu a ordem para Israel comer o cordeiro apressadamente, antes de sair do Egito, porque Faraó estava no seu encalço, devemos obedecer ao nosso guia, porque a volta de Jesus está muito próxima e não podemos correr o risco de ser surpreendidos pelo adversário e, desanimados, perdermos o nosso prêmio. Eli – corria bem até que perdeu o ânimo de lutar. 1Sm 3:2, 1Sm 4:18 Elias – também acomodou-se, mas recebeu o renovo do Senhor e pode caminhar até o dia do seu arrebatamento. 1Rs 19, 2Rs 2:11 Vamos buscar o renovo, para continuarmos a nossa caminhada e alcançarmos o prêmio que é a vida eterna. 

 A renúncia para seguir a Cristo é passo importante nesta carreira para a eternidade. Para sermos atletas conscientes, temos que reconhecer que precisamos renunciar ao mundo com seus prazeres, a opinião dos amigos, abrir mão da nossa razão dando a direção da nossa vida ao Espírito Santo. "Buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça e as outras coisas vos serão acrescentadas" Mt 6:33

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Igreja de Filadélfia

Carta à Igreja de Filadélfia




O livro de Apocalipse começa com a visão do Cristo glorificado. Em seguida, vêm as sete cartas e, em cada uma delas, é mencionada uma característica do Senhor Jesus, conforme o que João estava vendo: seus pés, sua boca, seus olhos, etc. O detalhe enfatizado tem, geralmente, uma relação com o teor da mensagem àquela congregação específica. Cada característica do Mestre vem suprir a necessidade de cada situação.
No caso da igreja de Filadélfia (Ap.3.7-13), vemos nova referência à chave, símbolo de autoridade, já citada em 1.18. Estamos habituados ao conceito de autoridade relativa, de acordo com posições hierárquicas. Ali, porém, notamos o aspecto da soberania de Cristo, pois ninguém pode fechar o que ele abriu ou abrir o que ele fechou (3.7). O nome do rei Davi é citado no texto por ser um tipo do governo messiânico.
Toda esta supremacia do Senhor contrasta com a pequena força da igreja (3.8). Se olharmos para nós mesmos, talvez fiquemos desanimados diante da nossa limitação. Entretanto, é o Senhor que vai adiante de nós. Com nossas próprias forças e recursos não poderíamos abrir nenhuma porta, mas Deus abre as portas diante da igreja (3.8), pois ele tem as chaves (3.7). Sejamos, portanto, confiantes. A igreja vive sob ameaças, riscos e desafios, mas não precisa temer. O Senhor é a sua garantia. Não precisamos ser muito fortes, mas muito crentes. Em situações de dificuldade, necessidade e aperto, precisamos de uma porta. Nesse caso, oremos àquele que tem as chaves em suas mãos. Ele pode mudar situações e nos mostrar um caminho. Precisamos, porém, estar conscientes de que algumas portas não serão abertas porque foi o próprio Deus quem fechou. Talvez estejamos diante delas batendo, insistindo, empurrando e chorando para que se abram. Apesar de toda a ação divina a favor da igreja de Filadélfia, ainda lhe restavam algumas responsabilidades. O Senhor colocou diante daqueles irmãos uma porta aberta. Entretanto,entrar por ela ou não seria uma decisão deles. Queremos que Deus faça tudo sozinho? Ele não fará aquilo que é da nossa competência.
Porta representa oportunidade, uma entrada, uma saída, um meio de acesso. Não sabemos qual era exatamente a porta que o Senhor abriu para aquele povo. Devemos levantar e andar. Precisamos tomar algumas decisões e iniciativas para não desperdiçarmos as bênçãos que o Senhor nos oferece. Não podemos fechar a porta que ele abriu, mas podemos negligenciá-la, sendo omissos, irresponsáveis ou preguiçosos. O texto mostra ações de Deus e ações da igreja. Se colocarmos o nosso nome, a nossa denominação, acima do nome de Jesus, corremos o risco de cair. Se negligenciarmos a palavra de Deus, cairemos de igual modo. Guardando a palavra, a igreja também seria guardada na hora da tentação.
A carta à igreja de Filadélfia não traz nenhuma palavra de repreensão, mas de advertência. A igreja estava bem aos olhos de Deus. Porém, precisava manter sua posição de fidelidade e vigilância. Apesar de sua pequena força, seria vitoriosa sobre os emissários do inimigo (3.9), identificados como “sinagoga de Satanás”.
Filadélfia significa “amor fraternal” e na carta a ela destinada o Senhor Jesus faz uma declaração: “Eu te amo” (3.9). O amor do Senhor por nós nunca deve ser esquecido ou colocado em dúvida por causa das tribulações.
Naquele momento histórico, Jerusalém e o templo já tinham sido destruídos. Lembrando disso, vemos com mais propriedade a promessa de bênção no fim da carta, onde são citados um novo templo e uma nova cidade:
“Ao que vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, e dele nunca sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu do meu Deus, e também o meu novo nome. (Ap.3.12-13).



sexta-feira, 12 de junho de 2015

Culto de Santa Ceia do Senhor em Lagoa Nova na Assembleia de Deus Pr Antônio Dias




Neste culto foi muito importante para nós, estava o Pb Francisco Rocha quem cuidava da nossa agenda no estado da Paraíba, um grande homem de Deus onde esteve conosco em todos os momentos, durante o meu Ministério, estava o Auxiliar de trabalho Francisco dos Santos um grade Profeta de Deus quem também nós isentivava, esta era a Missão e Fogo em Araruna PB. Este culto de santa Ceia do Senhor, estava o meu primeiro Pastor, o Pb Antônio Dias, quando eu cantei no conjunto das crianças em Araruna, o Perfeito louvou, eu tinha 8 anos de idade, foi uma grande satisfação, uma grande alegria para a minha vida isso ficou marcado    

segunda-feira, 11 de maio de 2015

John Wesley Sua História

John Wesley

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John Wesley

Nascimento 17 de junho de 1703
Epworth, Lincolnshire, Inglaterra
Morte 2 de março de 1791 (87 anos)
Londres, Inglaterra
Influências
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Influenciados
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Principais interesses Teologia, Ética
Ideias notáveis Movimento Metodista
Religião Cristianismo
Assinatura
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John Wesley (Epworth, Inglaterra, 17 de junho de 1703 — Londres, 2 de março de 1791) foi um clérigo anglicano e teólogo cristão britânico, líder precursor do movimento metodista e, ao lado de William Booth, um dos dois maiores avivacionistas da Grã-Bretanha.

Índice
1 Introdução
2 Infância
3 Incêndio em sua casa
4 Estudos
5 Missão em Virgínia
6 Conversão
7 A Experiência do Coração Aquecido
8 Igreja
8.1 Doutrina
8.2 Legado
8.3 Referências
8.4 Bibliografia
8.5 Ligações externas
Introdução[editar | editar código-fonte]

Casa de John Wesley, em Londres
John Wesley viveu na Inglaterra no século XVIII, uma sociedade conturbada pela Revolução Industrial, onde crescia muito o número de desempregados. A Inglaterra estava cheia de mendigos itinerantes, políticos corruptos, vícios e violência generalizada. O cristianismo, em todas as suas denominações, estava definhando. Ao invés de influenciar, o cristianismo estava sendo influenciado, de maneira alarmante, pela apatia religiosa e pela degeneração moral. Dentre aqueles que não se conformavam com esse estado paralisante da religião cristã, sobressaiu-se John Wesley. Primeiro, durante o tempo de estudante na Universidade de Oxford, depois como líder no meio do povo.

Infância
John Wesley, décimo quinto filho do ministro anglicano Samuel, que se tinha mostrado ser jacobita ao negar a reconhecer William de Orange como soberano inglês, e de Susana Wesley, nasceu a 17 de junho de 1703, em Epworth na Inglaterra.

Devido às atividades pastorais e políticas que impediam o Reverendo Samuel de dar a devida assistência ao lar, Susana assumiu a administração financeira da família e a educação dos filhos e filhas. Disciplinava-os com rigidez, mantendo um horário para cada atividade e reservando um tempo de encontro com cada filho para conversar, estudar e orar.

Incêndio em sua casa
Ainda na infância, John Wesley foi o último a ser salvo, de forma miraculosa, em um incêndio que destruiu toda sua casa, onde estivera preso no segundo andar. A partir desse dia, Susana, sua mãe, dedicou-lhe atenção especial, pois entendeu que Deus havia poupado sua vida para algo muito especial.

Aos cinco anos de idade, Susana Wesley começou a alfabetizar John, usando o livro dos Salmos como apostila.

John estudou com sua mãe até os 11 anos. Entrou, então, para uma escola pública, onde ficou como aluno interno por seis anos. Aos 17 anos, foi para a Universidade de Oxford.

Estudos
John Wesley iniciou seus estudos em Oxford onde começa a se reunir com um grupo de estudantes para meditação bíblica e oração, sendo conhecidos pelos colegas universitários de "Clube Santo", ele não inventou o nome: alunos, notando que os membros do grupo tinham horário e método para tudo que faziam, os tacharam como 'metodistas'. Wesley preferia chamá-los simplesmente de 'Metodistas de Oxford'..

Neste grupo Wesley e seu irmão Charles iniciaram visitas e evangelismos em presídios. Wesley passou então a se interessar mais pela questão social de seu país e a miséria que a Inglaterra vivia na época.

Assim, gradua-se em Teologia, e pode ajudar a seu pai na direção da Igreja Anglicana.

Isto até os 32 anos, quando atendeu a um apelo: precisava-se de missionários na Virgínia, Nova Inglaterra.

Há uma equivocada história de que o reverendo Wesley havia sido maçom. Houve um homem de nome John Wesley em Downpatrick, Irlanda, que se tornou mestre maçom em 13 de Outubro de 1788. O reverendo Wesley também esteve em Downpatrick algumas vezes, mas não nesta data. Em 13 de Outubro de 1788 o diário do reverendo John Wesley registra que ele esteve em Wallingford, proximidade de Londres. 1

Missão em Virgínia
Um dos episódios que marcou o início do metodismo foi a viagem missionária de Jonh Wesley aos EUA - Virgínia para "evangelizar os índios" sendo praticamente fracassado. Em sua viagem de retorno Jonh Wesley expressa sua frustração "fui à América evangelizar os índios, mas quem me converterá?". Durante uma tempestade na travessia do Oceano Atlântico, Wesley ficou profundamente impressionado com um grupo de morávios (grupo de cristãos pietistas que buscavam a conversão pessoal mediante o Espírito Santo) a bordo do navio que, durante uma grande tempestade, as crianças e os adultos moravios cantavam e louvavam ao nome do Senhor (Deus) e Wesley vendo a fé que tinham diante do risco da morte (o medo de morrer acompanhava Wesley por ele achar que, Deus não poderia o justifica-lo mediante seus pecados e por isso constantemente temia a morte desde sua juventude) predispôs à seguir a fé evangélica dos morávios. Retornou à Inglaterra em 1738.

Conver

Após 2 anos, John Wesley volta desiludido com o trabalho realizado na Virgínia. Encontra-se, então, com Pedro Böhler, em Londres. Böhler era pastor moraviano (da Morávia, Alemanha) e com ele John Wesley se convence de que a fé é uma experiência total da vida humana. Procurou, então, libertar-se da religião formalista e fria para viver, na prática, os ensinos de Jesus.

No dia 24 de maio de 1738, numa pequena reunião, ouvindo a leitura de um antigo comentário escrito por Martinho Lutero, pai da Reforma Protestante, sobre a carta aos Romanos, John sente seu coração se aquecer. Experimenta grande confiança em Cristo e recebe a segurança de que Deus havia perdoado seus pecados.

A Experiência do Coração Aquecido[editar | editar código-fonte]
No dia 24 de maio de 1738, na rua Aldersgate, em Londres, Wesley passou por uma experiência espiritual extraordinária, é assim narrada em seu diário:

"Cerca das oito e quinze, enquanto ouvia a preleção sobre a mudança que Deus opera no coração através da fé em Cristo, senti que meu coração ardia de maneira estranha. Senti que, em verdade, eu confiava somente em Cristo para a salvação e que uma certeza me foi dada de que Ele havia tirado meus pecados, em verdade meus, e que me havia salvo da lei do pecado e da morte. Comecei a orar com todo meu poder por aqueles que, de uma maneira especial, me haviam perseguido e insultado. Então testifiquei diante de todos os presentes o que, pela primeira vez, sentia em meu coração".

Nos 50 anos seguintes, Wesley pregou em média de três sermões por dia; a maior parte ao ar livre. Houve uma vez que pregou a cerca de 14.000 pessoas. Milhares saíram da miséria e imoralidade e cantaram a nova fé nas palavras dos hinos de Charles Wesley, irmão de John. Os dois irmãos deram à religião um novo espírito de alegria e piedade.

Igreja

Estátua de Wesley em Wilmore, Kentucky
Como não havia muitas oportunidades na Igreja Anglicana, Wesley pregava aos operários em praças e salões - muito embora ele não gostasse de pregar fora da Igreja - E tornou-se conhecidíssima esta sua frase: "o mundo é a minha paróquia". Influenciados pelos moravianos, John e seu irmão Charles organizaram pequenas sociedades e classes dentro da Igreja da Inglaterra, liderados por leigos, com os objetivos de compartilhar, estudar a Bíblia, orar e pregar. Logo o trabalho de sociedades e classes seria difundido em vários países, especialmente nos EUA e na Inglaterra e estaria presente em centenas de sociedades, com milhares de integrantes. Com tanto serviço, Wesley andava por toda a parte a cavalo, conquistando o apelido de 'O Cavaleiro de Deus'. Calcula-se que, em 50 anos, Wesley tenha percorrido 400 mil quilômetros e pregado 40 mil sermões, com uma média de 800 sermões por ano. John Wesley deixou um legado de 300 pregadores itinerantes e mil pregadores locais. A Igreja Metodista, como Igreja propriamente, organizou-se primeiro nos EUA e depois na Inglaterra (somente após a morte de Wesley no dia 2 de março de 1791).

Membros nos Estados Unidos2
1771 - 361 membros

1780 - 8.500 membros

1784 - 15.000 membros

1790 - 57.621 membros

1800 - 64.894 membros

1809 - 163.038 membros

Doutrina

John Wesley, por George Romney (1789)
Wesley ensinava que a conversão a Jesus é comprovada pela prática (testemunho), e não pelas emoções do momento.
Valorização dos pregadores leigos que participavam lado a lado com os clérigos da Missão de evangelização, assistência e capacitação de outras pessoas.
Afirma que o centro da vida cristã está na relação pessoal com Jesus Cristo. É Jesus quem nos salva, nos perdoa, nos transforma e nos oferece a vida abundante de comunhão com Deus.
Valoriza e recupera em sua prática a ênfase na ação e na doutrina do Espírito Santo como poder vital para a Igreja.
Reconhece a necessidade de se viver o Evangelho comunitariamente. John Wesley afirmou que "tornar o Evangelho em religião solitária é, na verdade, destruí-lo".
Preocupa-se com o ser humano total. Não é só com o bem-estar espiritual, mas também com o bem-estar físico, emocional, material. Por isso devemos cuidar do nosso próximo integralmente, principalmente dos necessitados e marginalizados sociais.
Podemos afirmar que o bem-estar espiritual é o resultado da paz de Cristo que alcança todas as áreas da vida do cristão. É o resultado do bem-estar físico, emocional, econômico, familiar, comunitário. Tudo está nas mãos de Deus, nEle confiamos e Ele é fiel em cuidar de nós. Sua salvação alcança-nos integralmente.
Enfatiza a paixão pela evangelização. Desejamos e devemos trabalhar com paixão, perseverança e alegria para que o amor e a misericórdia de Deus alcancem homens e mulheres em todos os lugares e épocas.
Aceita as doutrinas fundamentais da fé cristã, conforme enunciadas no Credo Apostólico (Cremos na Bíblia, em Deus, em Jesus Cristo, no Espírito Santo, no ser humano, no perdão dos pecados, na vitória por meio da vida disciplinada, na centralização do amor, na segurança e na perfeição cristã, na Igreja, no Reino de Deus, na vida eterna, na segunda vinda de Jesus, na graça de Deus para todos, na possibilidade da queda da graça divina, na oração intercessória, nas missões mundiais. Cremos profundamente no AMOR. Amor de Deus em nossa vida, amor dos irmãos.) , enfatizando o equilíbrio entre os atos de piedade (atos devocionais) e os atos de misericórdia (a prática de amor ao próximo). 3
Legado[editar | editar código-fonte]
Além de milhares de convertidos e encaminhados para a santificação cristã, houve também obras sociais dignas de destaque, como estas: Dinheiro aos pobres (Wesley distribuía). Compêndio de medicina (Wesley escreveu e foi largamente difundido). Apoio na reforma educacional. Apoio na reforma das prisões. Apoio na abolição da escravatura! Atualmente, o total de membros da comunidade metodista no mundo está estimado em cerca de 75 milhões de pessoas. O maior grupo concentra-se nos Estados Unidos: a Igreja Metodista Unida neste país é a segunda maior denominação protestante.

Hoje, além dos seguidores do Metodismo, a vida de muitos é influenciada pela missão de Wesley. Movimentos posteriores como o Movimento de Santidade e o Pentecostalismo devem muito a ele. A insistência wesleyana da busca da santificação pessoal e social contribuem significativamente para a ideologia da busca de uma vida e mundo melhor. A Igreja Católica Romana recebeu indiretamente alguns conceitos de Wesley quando o cardeal John Henry Newman uniu-se a ela, vindo da Igreja Anglicana e concretizando em reformas litúrgicas, sociais, carismática e teológica desde o concílio Vaticano II.

Faleceu a 2 de março de 1791, em Londres, Inglaterra. Encontra-se sepultado em Wesleys Chapel, Grande Londres, Londres, Inglaterra.4

Canal do Youtube.

Ministrações do Evangelho | Canal no Youtube.

Devocional diário com Jesus Cristo.

Devocional diário | Versículo do dia

todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual existem todas as coisas, e por ele nós também.

1 Corintios 8.6

Deus é fiel !

Canal ao Vivo | Youtube.

Louvores | adoração.

Louvores de adoração | As mais tocadas.

Cante | Adore.

Deus é fiel !!!

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