Os originais da Bíblia são a base para a elaboração de uma
tradução confiável das Escrituras. Porém, não existe nenhuma versão original de
manuscrito da Bíblia, mas sim cópias de cópias de cópias. Todos os autógrafos,
isto é, os livros originais, como foram escritos pelos seus autores, se
perderam. As edições do Antigo Testamento hebraico e do Novo Testamento grego
se baseiam nas melhores e mais antigas cópias que existem e que foram
encontradas graças às descobertas arqueológicas. quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
Origem da Bíblia
quarta-feira, dezembro 10, 2014
Grego, hebraico e aramaico foram os idiomas utilizados para
escrever os originais das Escrituras Sagradas.
O Antigo Testamento foi escrito em hebraico. Apenas alguns
poucos textos foram escritos em aramaico.
O Novo Testamento foi escrito originalmente em grego, que
era a língua mais utilizada na época.
Os originais da Bíblia são a base para a elaboração de uma
tradução confiável das Escrituras. Porém, não existe nenhuma versão original de
manuscrito da Bíblia, mas sim cópias de cópias de cópias. Todos os autógrafos,
isto é, os livros originais, como foram escritos pelos seus autores, se
perderam. As edições do Antigo Testamento hebraico e do Novo Testamento grego
se baseiam nas melhores e mais antigas cópias que existem e que foram
encontradas graças às descobertas arqueológicas.
Para a tradução do Antigo Testamento, a Comissão de Tradução
da SBB usa a Bíblia Stuttgartensia, publicada pela Sociedade Bíblica Alemã. Já
para o Novo Testamento é utilizado The Greek New Testament, editado pelas
Sociedades Bíblicas Unidas. Essas são as melhores edições dos textos hebraicos
e gregos que existem hoje, disponíveis para tradutores.
O ANTIGO TESTAMENTO EM HEBRAICO
Muitos séculos antes de Cristo, escribas, sacerdotes,
profetas, reis e poetas do povo hebreu mantiveram registros de sua história e
de seu relacionamento com Deus. Estes registros tinham grande significado e
importância em suas vidas e, por isso, foram copiados muitas e muitas vezes e
passados de geração em geração.
Com o passar do tempo, esses relatos sagrados foram reunidos
em coleções conhecidas por A Lei, Os Profetas e As Escrituras. Esses três
grandes conjuntos de livros, em especial o terceiro, não foram finalizados
antes do Concílio Judaico de Jamnia, que ocorreu por volta de 95 d.C. A Lei
continha os primeiros cinco livros da nossa Bíblia. Já Os Profetas, incluíam
Isaías, Jeremias, Ezequiel, os Doze Profetas Menores, Josué, Juízes, 1 e 2
Samuel e 1 e 2 Reis. E As Escrituras reuniam o grande livro de poesia, os
Salmos, além de Provérbios, Jó, Ester, Cantares de Salomão, Rute, Lamentações,
Eclesiastes, Daniel, Esdras, Neemias e 1 e 2 Crônicas.
Os livros do Antigo Testamento foram escritos em longos
pergaminhos confeccionados em pele de cabra e copiados cuidadosamente pelos
escribas. Geralmente, cada um desses livros era escrito em um pergaminho
separado, embora A Lei freqüentemente fosse copiada em dois grandes
pergaminhos. O texto era escrito em hebraico - da direita para a esquerda - e,
apenas alguns capítulos, em dialeto aramaico.
Hoje se tem conhecimento de que o pergaminho de Isaías é o
mais remoto trecho do Antigo Testamento em hebraico. Estima-se que foi escrito
durante o Século II a.C. e se assemelha muito ao pergaminho utilizado por Jesus
na Sinagoga, em Nazaré. Foi descoberto em 1947, juntamente com outros
documentos em uma caverna próxima ao Mar Morto.
O NOVO TESTAMENTO EM GREGO
Os primeiros manuscritos do Novo Testamento que chegaram até
nós são algumas das cartas do Apóstolo Paulo destinadas a pequenos grupos de
pessoas de diversos povoados que acreditavam no Evangelho por ele pregado. A
formação desses grupos marca o início da igreja cristã. As cartas de Paulo eram
recebidas e preservadas com todo o cuidado. Não tardou para que esses
manuscritos fossem solicitados por outras pessoas. Dessa forma, começaram a ser
largamente copiados e as cartas de Paulo passaram a ter grande circulação.
A necessidade de ensinar novos convertidos e o desejo de
relatar o testemunho dos primeiros discípulos em relação à vida e aos
ensinamentos de Cristo resultaram na escrita dos Evangelhos que, na medida em
que as igrejas cresciam e se espalhavam, passaram a ser muito solicitados.
Outras cartas, exortações, sermões e manuscritos cristãos similares também
começaram a circular.
O mais antigo fragmento do Novo Testamento hoje conhecido é
um pequeno pedaço de papiro escrito no início do Século II d.C. Nele estão
contidas algumas palavras de João 18.31-33, além de outras referentes aos
versículos 37 e 38. Nos últimos cem anos descobriu-se uma quantidade
considerável de papiros contendo o Novo Testamento e o texto em grego do Antigo
Testamento.
OUTROS MANUSCRITOS
Além dos livros que compõem o nosso atual Novo Testamento,
havia outros que circularam nos primeiros séculos da era cristã, como as Cartas
de Clemente, o Evangelho de Pedro, o Pastor de Hermas, e o Didache (ou Ensinamento
dos Doze Apóstolos). Durante muitos anos, embora os evangelhos e as cartas de
Paulo fossem aceitos de forma geral, não foi feita nenhuma tentativa de
determinar quais dos muitos manuscritos eram realmente autorizados. Entretanto,
gradualmente, o julgamento das igrejas, orientado pelo Espírito de Deus, reuniu
a coleção das Escrituras que constituíam um relato mais fiel sobre a vida e
ensinamentos de Jesus. No Século IV d.C. foi estabelecido entre os concílios
das igrejas um acordo comum e o Novo Testamento foi constituído.
Os dois manuscritos mais antigos da Bíblia em grego podem
ter sido escritos naquela ocasião - o grande Codex Sinaiticus e o Codex
Vaticanus. Estes dois inestimáveis manuscritos contêm quase a totalidade da
Bíblia em grego. Ao todo temos aproximadamente vinte manuscritos do Novo
Testamento escritos nos primeiros cinco séculos.
Quando Teodósio proclamou e impôs o cristianismo como única
religião oficial no Império Romano no final do Século IV, surgiu uma demanda
nova e mais ampla por boas cópias de livros do Novo Testamento. É possível que
o grande historiador Eusébio de Cesaréia (263 - 340) tenha conseguido
demonstrar ao imperador o quanto os livros dos cristãos já estavam danificados
e usados, porque o imperador encomendou 50 cópias para as igrejas de
Constantinopla. Provavelmente, esta tenha sido a primeira vez que o Antigo e o
Novo Testamentos foram apresentados em um único volume, agora denominado
Bíblia.
HISTÓRIA DAS TRADUÇÕES
A Bíblia - o livro mais lido, traduzido e distribuído do
mundo -, desde as suas origens, foi considerada sagrada e de grande
importância. E, como tal, deveria ser conhecida e compreendida por toda a
humanidade. A necessidade de difundir seus ensinamentos através dos tempos e
entre os mais variados povos, resultou em inúmeras traduções para os mais
variados idiomas e dialetos. Hoje é possível encontrar a Bíblia, completa ou em
porções, em mais de 2.000 línguas diferentes.
A PRIMEIRA TRADUÇÃO
Estima-se que a primeira tradução foi elaborada entre 200 a
300 anos antes de Cristo. Como os judeus que viviam no Egito não compreendiam a
língua hebraica, o Antigo Testamento foi traduzido para o grego. Porém, não
eram apenas os judeus que viviam no estrangeiro que tinham dificuldade de ler o
original em hebraico: com o cativeiro da Babilônia, os judeus da Palestina
também já não falavam mais o hebraico. Denominada Septuaginta (ou Tradução dos
Setenta), esta primeira tradução foi realizada por 70 sábios e contém sete
livros que não fazem parte da coleção hebraica; pois não estavam incluídos
quando o cânon (ou lista oficial) do Antigo Testamento foi estabelecido por
exegetas israelitas no final do Século I d.C. A igreja primitiva geralmente
incluía tais livros em sua Bíblia. Eles são chamados apócrifos ou deuterocanônicos
e encontram-se presentes nas Bíblias de algumas igrejas.
Esta tradução do Antigo Testamento foi utilizada em
sinagogas de todas as regiões do Mediterrâneo e representou um instrumento
fundamental nos esforços empreendidos pelos primeiros discípulos de Jesus na
propagação dos ensinamentos de Deus.
OUTRAS TRADUÇÕES
Outras traduções começaram a ser realizadas por cristãos
novos nas línguas copta (Egito), etíope (Etiópia), siríaca (norte da Palestina)
e em latim - a mais importante de todas as línguas pela sua ampla utilização no
Ocidente.
Por haver tantas versões parciais e insatisfatórias em
latim, no ano 382 d.C, o bispo de Roma nomeou o grande exegeta Jerônimo para
fazer uma tradução oficial das Escrituras.
Com o objetivo de realizar uma tradução de qualidade e fiel
aos originais, Jerônimo foi à Palestina, onde viveu durante 20 anos. Estudou
hebraico com rabinos famosos e examinou todos os manuscritos que conseguiu
localizar. Sua tradução tornou-se conhecida como "Vulgata", ou seja,
escrita na língua de pessoas comuns ("vulgus"). Embora não tenha sido
imediatamente aceita, tornou-se o texto oficial do cristianismo ocidental.
Neste formato, a Bíblia difundiu-se por todas as regiões do Mediterrâneo,
alcançando até o Norte da Europa.
Na Europa, os cristãos entraram em conflito com os invasores
godos e hunos, que destruíram uma grande parte da civilização romana. Em
mosteiros, nos quais alguns homens se refugiaram da turbulência causada por
guerras constantes, o texto bíblico foi preservado por muitos séculos,
especialmente a Bíblia em latim na versão de Jerônimo.
Não se sabe quando e como a Bíblia chegou até as Ilhas
Britânicas. Missionários levaram o evangelho para Irlanda, Escócia e
Inglaterra, e não há dúvida de que havia cristãos nos exércitos romanos que lá
estiveram no segundo e terceiro séculos. Provavelmente a tradução mais antiga
na língua do povo desta região é a do Venerável Bede. Relata-se que, no momento
de sua morte, em 735, ele estava ditando uma tradução do Evangelho de João;
entretanto, nenhuma de suas traduções chegou até nós. Aos poucos as traduções
de passagens e de livros inteiros foram surgindo.
AS PRIMEIRAS ESCRITURAS IMPRESSAS
Na Alemanha, em meados do Século 15, um ourives chamado
Johannes Gutemberg desenvolveu a arte de fundir tipos metálicos móveis. O
primeiro livro de grande porte produzido por sua prensa foi a Bíblia em latim.
Cópias impressas decoradas a mão passaram a competir com os mais belos
manuscritos. Esta nova arte foi utilizada para imprimir Bíblias em seis línguas
antes de 1500 - alemão, italiano, francês, tcheco, holandês e catalão; e em
outras seis línguas até meados do século 16 - espanhol, dinamarquês, inglês,
sueco, húngaro, islandês, polonês e finlandês. Finalmente as Escrituras
realmente podiam ser lidas na língua destes povos. Mas essas traduções ainda
estavam vinculadas ao texto em latim. No início do século 16, manuscritos de
textos em grego e hebraico, preservados nas igrejas orientais, começaram a
chegar à Europa ocidental. Havia pessoas eruditas que podiam auxiliar os
sacerdotes ocidentais a ler e apreciar tais manuscritos.
Uma pessoa de grande destaque durante este novo período de
estudo e aprendizado foi Erasmo de Roterdã. Ele passou alguns anos atuando como
professor na Universidade de Cambridge, Inglaterra. Em 1516, sua edição do Novo
Testamento em grego foi publicada com seu próprio paralelo da tradução em
latim. Assim, pela primeira vez estudiosos da Europa ocidental puderam ter
acesso ao Novo Testamento na língua original, embora, infelizmente, os
manuscritos fornecidos a Erasmo fossem de origem relativamente recente e,
portanto, não eram completamente confiáveis.
DESCOBERTAS ARQUEOLÓGICAS
Várias foram as descobertas arqueológicas que proporcionaram
o melhor entendimento das Escrituras Sagradas. Os manuscritos mais antigos que
existem de trechos do Antigo Testamento datam de 850 d.C. Existem, porém,
partes menores bem mais antigas como o Papiro Nash do segundo século da era
cristã. Mas sem dúvida a maior descoberta ocorreu em 1947, quando um pastor
beduíno, que buscava uma cabra perdida de seu rebanho, encontrou por acaso os
Manuscritos do Mar Morto, na região de Jericó.
Durante nove anos vários documentos foram encontrados nas
cavernas de Qumrân, no Mar Morto, constituindo-se nos mais antigos fragmentos
da Bíblia hebraica que se têm notícias. Escondidos ali pela tribo judaica dos
essênios no Século I, nos 800 pergaminhos, escritos entre 250 a.C. a 100 d.C.,
aparecem comentários teológicos e descrições da vida religiosa deste povo,
revelando aspectos até então considerados exclusivos do cristianismo. Estes
documentos tiveram grande impacto na visão da Bíblia, pois fornecem espantosa
confirmação da fidelidade dos textos massoréticos aos originais. O estudo da
cerâmica dos jarros e a datação por carbono 14 estabelecem que os documentos
foram produzidos entre 168 a.C. e 233 d.C. Destaca-se, entre estes documentos,
uma cópia quase completa do livro de Isaías, feita cerca de cem anos antes do
nascimento de Cristo. Especialistas compararam o texto dessa cópia com o
texto-padrão do Antigo Testamento hebraico (o manuscrito chamado Codex
Leningradense, de 1008 d.C.) e descobriram que as diferenças entre ambos eram
mínimas.
Outros manuscritos também foram encontrados neste mesmo
local, como o do profeta Isaías, fragmentos de um texto do profeta Samuel,
textos de profetas menores, parte do livro de Levítico e um targum (paráfrase)
de Jó.
As descobertas arqueológicas, como a dos manuscritos do Mar
Morto e outras mais recentes, continuam a fornecer novos dados aos tradutores
da Bíblia. Elas têm ajudado a resolver várias questões a respeito de palavras e
termos hebraicos e gregos, cujo sentido não era absolutamente claro. Antes
disso, os tradutores se baseavam em manuscritos mais "novos", ou
seja, em cópias produzidas em datas mais distantes da origem dos textos bíblicos.
ORIGEM DO DIA DA BÍBLIA
O Dia da Bíblia surgiu em 1549, na Grã-Bretanha, quando o
Bispo Cranmer, incluiu no livro de orações do Rei Eduardo VI um dia especial
para que a população intercedesse em favor da leitura do Livro Sagrado. A data
escolhida foi o segundo domingo do Advento - celebrado nos quatro domingos que
antecedem o Natal. Foi assim que o segundo domingo de dezembro tornou-se o Dia
da Bíblia. No Brasil, o Dia da Bíblia passou a ser celebrado em 1850, com a
chegada, da Europa e dos Estados Unidos, dos primeiros missionários evangélicos
que aqui vieram semear a Palavra de Deus.
Durante o período do Império, a liberdade religiosa aos
cultos protestantes era muito restrita, o que impedia que se manifestassem
publicamente. Por volta de 1880, esta situação foi se modificando e o movimento
evangélico, juntamente com o Dia da Bíblia, se popularizando.
Pouco a pouco, as diversas denominações evangélicas
institucionalizaram a tradição do Dia da Bíblia, que ganhou ainda mais força
com a fundação da Sociedade Bíblica do Brasil, em junho de 1948. Em dezembro
deste mesmo ano, houve uma das primeiras manifestações públicas do Dia da
Bíblia, em São Paulo, no Monumento do Ipiranga.
Hoje, o dia dedicado às Escrituras Sagradas é comemorado em
cerca de 60 países, sendo que em alguns, a data é celebrada no segundo Domingo
de setembro, numa referência ao trabalho do tradutor Jerônimo, na Vulgata,
conhecida tradução da Bíblia para o latim. As comemorações do segundo domingo
de dezembro mobilizam, todos os anos, milhões de cristãos em todo o País.
Canal do Youtube.
Ministrações do Evangelho | Canal no Youtube.

Devocional diário com Jesus Cristo.

Devocional diário | Versículo do dia
todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual existem todas as coisas, e por ele nós também.
1 Corintios 8.6
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