12 - ESBOÇO DE PREGAÇÃO
TEMA: Deus
atende a voz de um homem
Texto chave: Josué 10:14.
Introdução:
Josué 10:14. E não houve dia semelhante a esse, nem
antes nem depois dele, atendendo o Senhor assim à voz dum homem; pois o Senhor pelejava
por Israel.
O simbolismo de
Senaqueribe
Na interpretação bíblica, a
figura de Senaqueribe representa mais do que apenas um rei histórico.
Intimidação e medo: Alguns
intérpretes veem o "espírito de Senaqueribe" como a voz da
intimidação e do medo, que tenta enfraquecer a fé e desviar o povo de Deus de
seu propósito.
Soberania de Deus: O relato
demonstra que, por mais poderoso e temível que um inimigo possa parecer, ele
está sujeito à soberania de Deus. A intervenção milagrosa contra um exército
vasto e experiente mostrou que a vitória não depende da força humana, mas da
fidelidade e poder divinos.
Fé e oração: A história de
Ezequias, que se humilhou e orou em vez de se render ao desespero, ilustra o
poder da fé e da oração sincera.
Juízo contra a soberba: A
queda de Senaqueribe é um claro exemplo do juízo divino contra a arrogância e a
blasfêmia. Ele desafiou o Deus verdadeiro e acabou sendo destruído, assim como
ele havia ameaçado fazer com os reinos que conquistou
O nome Senaqueribe significa
"Sim (o deus da lua) substituiu os irmãos" em acadiano. No contexto
bíblico, seu nome está associado a um período de grande ameaça para o reino de
Judá, representando a soberba e a intimidação de um poder militar avassalador
que tentou destruir a fé de Israel.
Significado literal: "Sim
(o deus da lua) substituiu os irmãos".
Significado bíblico: O
episódio bíblico de Senaqueribe (em Isaías 36-37) é frequentemente usado para
ilustrar a soberania de Deus sobre governantes poderosos e arrogantes.
Sua campanha militar contra
Judá, que culminou no cerco de Jerusalém, é retratada como uma tentativa de
intimidação e destruição da fé de Israel.
A história de sua derrota e
morte violenta, morto por seus próprios filhos, é apresentada como um
contraponto à arrogância e ao orgulho.
Na Bíblia, o nome Senaqueribe
se refere ao rei da Assíria que reinou de 705 a 681 a.C., conhecido por sua
arrogância e crueldade. Sua história tem um significado bíblico profundo, pois
serve como uma demonstração da soberania de Deus sobre os poderes terrenos, da
vitória da fé e do juízo divino contra a blasfêmia.
O confronto com o rei Ezequias
A história de Senaqueribe na
Bíblia é mais detalhada nos livros de 2 Reis (capítulos 18-19), 2 Crônicas
(capítulo 32) e Isaías (36-37), que narram seu cerco a Jerusalém.
II Reis 18.1 Ora, sucedeu que, no terceiro ano de Oséias, filho
de Elá, rei de Israel, começou a reinar Ezequias, filho de Acaz, rei de Judá.
2 Tinha vinte e cinco anos
quando começou a reinar, e reinou vinte e nove anos em Jerusalém. O nome de sua
mãe era Abi, filha de Zacarias.
3 Ele fez o que era reto aos
olhos do Senhor, conforme tudo o que fizera Davi, seu pai.
4 Tirou os altos, quebrou as
colunas, e deitou abaixo a Asera; e despedaçou a serpente de bronze que Moisés
fizera (porquanto até aquele dia os filhos de Israel lhe queimavam incenso), e
chamou-lhe Neüstã.
5 Confiou no Senhor Deus de
Israel, de modo que depois dele não houve seu semelhante entre todos os reis de
Judá, nem entre os que foram antes dele.
6 Porque se apegou ao Senhor;
não se apartou de o seguir, e guardou os mandamentos que o Senhor ordenara a
Moisés.
7 Assim o Senhor era com ele;
para onde quer que saísse prosperava. Rebelou-se contra o rei da Assíria, e
recusou servi-lo.
8 Feriu os filisteus até Gaza
e os seus termos, desde a torre dos atalaias até a cidade fortificada.
9 No quarto ano do rei
Ezequias que era o sétimo ano de Oséias, filho de Elá, rei de Israel,
Salmanasar, rei da Assíria, subiu contra Samária, e a cercou
10 e, ao fim de três anos,
tomou-a. No ano sexto de Ezequias, que era o ano nono de Oséias, rei de Israel,
Samária foi tomada.
11 Depois o rei da Assíria
levou Israel cativo para a Assíria, e os colocou em Hala, e junto ao Habor, rio
de Gozã, e nas cidades dos medos;
12 porquanto não obedeceram à
voz do senhor seu Deus, mas violaram o seu pacto, nada ouvindo nem fazendo de
tudo quanto Moisés, servo do Senhor, tinha ordenado.
13 No ano décimo quarto do rei
Ezequias, subiu Senaqueribe, rei da Assíria, contra todas as cidades fortificadas
de Judá, e as tomou.
14 Pelo que Ezequias, rei de
Judá, enviou ao rei da Assíria, a Laquis, dizendo: Pequei; retira-te de mim;
tudo o que me impuseres suportarei. Então o rei da Assíria impôs a Ezequias,
rei de Judá, trezentos talentos de prata e trinta talentos de ouro.
15 Assim deu Ezequias toda a
prata que se achou na casa do Senhor e nos tesouros da casa do rei.
16 Foi nesse tempo que
Ezequias, rei de Judá, cortou das portas do templo do Senhor, e dos umbrais, o
ouro de que ele mesmo os cobrira, e o deu ao rei da Assíria.
17 Contudo este enviou de
Laquis Tartã, Rabe-Sáris e Rabsaqué, com um grande exército, ao rei Ezequias, a
Jerusalém; e subiram, e vieram a Jerusalém. E, tendo chegado, pararam ao pé do
aqueduto da piscina superior, que está junto ao caminho do campo do lavandeiro.
18 Havendo eles chamado o rei,
saíram-lhes ao encontro Eliaquim, filho de Hilquias, o mordomo, e Sebna, o
escrivão, e Joá, filho de Asafe, o cronista.
19 E Rabsaqué lhes disse:
Dizei a Ezequias: Assim diz o grande rei, o rei da Assíria: Que confiança é
essa em que te estribas?
20 Dizes (são, porém, palavras
vãs): Há conselho e poder para a guerra. Em quem, pois, agora confias, que
contra mim te revoltas?
21 Estás confiando nesse
bordão de cana quebrada, que é o Egito; o qual, se alguém nele se apoiar,
entrar-lhe-á pela mão e a traspassará; assim é Faraó, rei do Egito para com
todos os que nele confiam.
22 Se, porém, me disserdes: No
Senhor nosso Deus confiamos; porventura não é esse aquele cujos altos e altares
Ezequias tirou dizendo a Judá e a Jerusalém: Perante, este altar adorareis em
Jerusalém?
23 Ora pois faze uma aposta
com o meu senhor, o rei da Assíria: dar-te-ei dois mil cavalos, se tu puderes
dar cavaleiros para eles.
24 Como, então, poderias
repelir um só príncipe dos menores servos de meu senhor, quando estás confiando
no Egito para obteres carros e cavaleiros?
25 Porventura teria eu subido
sem o Senhor contra este lugar para o destruir? Foi o Senhor que me disse: sobe
contra esta terra e a destrói.
26 Então disseram Eliaquim,
filho de Hilquias, e Sebna, e Joá, a Rabsaqué: Rogamos-te que fales aos teus
servos em aramaico, porque bem o entendemos; e não nos fales na língua judaica,
aos ouvidos do povo que está em cima do muro.
27 Rabsaqué, porém, lhes
disse: Porventura mandou-me meu senhor para falar estas palavras a teu senhor e
a ti, e não aos homens que estão sentados em cima do muro que juntamente
convosco hão de comer o seu excremento e beber a sua urina ?
28 Então pondo-se em pé,
Rabsaqué clamou em alta voz, na língua judaica, dizendo: Ouvi a palavra do
grande rei, do rei da Assíria.
29 Assim diz o rei: Não vos
engane Ezequias; porque não vos poderá livrar da minha mão;
30 nem tampouco vos faça
Ezequias confiar no Senhor, dizendo: Certamente nos livrará o Senhor, e esta
cidade não será entregue na mão do rei da Assíria.
31 Não deis ouvidos a
Ezequias; pois assim diz o rei da Assíria: Fazei paz comigo, e saí a mim; e
coma cada um da sua vide e da sua figueira, e beba cada um a água da sua
cisterna;
32 até que eu venha, e vos
leve para uma terra semelhante à vossa, terra de trigo e de mosto, terra de pão
e de vinhas, terra de azeite de oliveiras e de mel; para que vivais e não
morrais. Não deis ouvidos a Ezequias, quando vos envenena, dizendo: O Senhor
nos livrará.
33 Porventura os deuses das
nações puderam livrar, cada um a sua terra, das mãos do rei da Assíria?
34 Que é feito dos deuses de
Hamate e de Arpade? Que é feito dos deuses de Sefarvaim, de Hena e de Iva?
porventura livraram Samária da minha mão?
35 Dentre todos os deuses das
terras, quais são os que livraram a sua terra da minha mão, para que o Senhor
livre Jerusalém da minha mão?
36 O povo, porém, ficou
calado, e não lhe respondeu uma só palavra, porque o rei ordenara, dizendo: Não
lhe respondais.
37 Então Eliaquim, filho de
Hilquias, o mordomo, e Sebna, o escrivão, e Joá, filho de Asafe, o cronista,
vieram a Ezequias com as vestes rasgadas, e lhe fizeram saber as palavras de
Rabsaqué.
II Crônicas 32.1 Depois destas coisas e destes atos de fidelidade,
veio Senaqueribe, rei da Assíria e, entrando em Judá, acampou-se contra as
cidades fortes, a fim de apoderar-se delas.
2 Quando Ezequias viu que
Senaqueribe tinha vindo com o propósito de guerrear contra Jerusalém,
3 teve conselho com os seus
príncipes e os seus poderosos, para que se tapassem as fontes das águas que
havia fora da cidade; e eles o ajudaram.
4 Assim muito povo se ajuntou
e tapou todas as fontes, como também o ribeiro que corria pelo meio da terra,
dizendo: Por que viriam os reis da Assíria, e achariam tantas águas?
5 Ezequias, cobrando ânimo,
edificou todo o muro que estava demolido, levantando torres sobre ele, fez
outro muro por fora, fortificou a Milo na cidade de Davi, e fez armas e escudos
em abundância.
6 Então pôs oficiais de guerra
sobre o povo e, congregando-os na praça junto à porta da cidade, falou-lhes ao
coração, dizendo:
7 Sede corajosos, e tende bom
ânimo; não temais, nem vos espanteis, por causa do rei da Assíria, nem por
causa de toda a multidão que está com ele, pois há conosco um maior do que o
que está com ele.
8 Com ele está um braço de
carne, mas conosco o Senhor nosso Deus, para nos ajudar e para guerrear por
nós. E o povo descansou nas palavras de Ezequias, rei de Judá.
9 Depois disso Senaqueribe,
rei da Assíria, enquanto estava diante de Laquis, com todas as suas forças,
enviou os seus servos a Jerusalém a Ezequias, rei de Judá, e a todo o Judá que
estava em Jerusalém, dizendo:
10 Assim diz Senaqueribe, rei
da Assíria: Em que confiais vós, para vos deixardes sitiar em Jerusalém?
11 Porventura não vos engana
Ezequias, para vos fazer morrer à fome e à sede, quando diz: O Senhor nosso
Deus nos livrará das mãos do rei da Assíria?
12 Esse mesmo Ezequias não lhe
tirou os altos e os altares, e não ordenou a Judá e a Jerusalém, dizendo:
Diante de um só altar adorareis, e sobre ele queimareis incenso?
13 Não sabeis vós o que eu e
meus pais temos feito a todos os povos de outras terras? Puderam de qualquer
maneira os deuses das nações daquelas terras livrar a sua terra da minha mão?
14 Qual é, de todos os deuses
daquelas nações que meus pais destruíram, o que pôde livrar o seu povo da minha
mão, para que o vosso Deus vos possa livrar da minha mão?
15 Agora, pois, não vos engane
Ezequias, nem vos incite assim, nem lhe deis crédito. Porque nenhum deus de
nação alguma, nem de reino algum, pôde livrar o seu povo da minha mão, nem da
mão de meus pais; quanto menos o vosso Deus vos poderá livrar da minha mão?
16 E os servos de Senaqueribe
falaram ainda mais contra o Senhor Deus, e contra o seu servo Ezequias.
17 Ele também escreveu cartas
para blasfemar do Senhor Deus de Israel, dizendo contra ele: Assim como os
deuses das nações das terras não livraram o seu povo da minha mão, assim também
o Deus de Ezequias não livrará o seu povo da minha mão.
18 E clamaram em alta voz, na
língua dos judeus, ao povo de Jerusalém que estava em cima do muro, para os
atemorizarem e os perturbarem, a fim de tomarem a cidade.
19 E falaram do Deus de
Jerusalém como dos deuses dos povos da terra, que são obras das mãos dos
homens.
20 Mas o rei Ezequias e o
profeta Isaías, filho de Amoz, oraram por causa disso, e clamaram ao céu.
21 Então o Senhor enviou um
anjo que destruiu no arraial do rei da Assíria todos os guerreiros valentes, e
os príncipes, e os chefes. Ele, pois, envergonhado voltou para a sua terra; e,
quando entrou na casa de seu deus, alguns dos seus próprios filhos o mataram
ali à espada.
22 Assim o Senhor salvou Ezequias,
e os moradores de Jerusalém, da mão de Senaqueribe, rei da Assíria, e da mão de
todos; e lhes deu descanso de todos os lados.
23 E muitos trouxeram
presentes a Jerusalém ao Senhor, e coisas preciosas a Ezequias, rei de Judá, de
modo que desde então ele foi exaltado perante os olhos de todas as nações.
24 Naqueles dias Ezequias,
adoecendo, estava à morte: e orou ao Senhor o qual lhe respondeu, e lhe deu um
sinal.
25 Mas Ezequias não
correspondeu ao benefício que lhe fora feito, pois o seu coração se exaltou;
pelo que veio grande ira sobre ele, e sobre Judá e Jerusalém.
26 Todavia Ezequias
humilhou-se pela soberba do seu coração, ele e os habitantes de Jerusalém; de
modo que a grande ira do Senhor não veio sobre eles nos dias de Ezequias.
27 E teve Ezequias riquezas e
honra em grande abundância; proveu-se de tesourarias para prata, ouro, pedras
preciosas, especiarias, escudos, e toda espécie de objetos desejáveis;
28 também de celeiros para o
aumento de trigo, de vinho, e de azeite; e de estrebarias para toda a casta de
animais, e de currais para os rebanhos.
29 Além disso edificou para si
cidades, e teve rebanhos e manadas em abundância; pois Deus lhe tinha dado
muitíssima fazenda.
30 Também foi Ezequias quem
tapou o manancial superior das águas de Giom, fazendo-as correr em linha reta
pelo lado ocidental da cidade de Davi. Ezequias, pois, prosperou em todas as
suas obras.
31 Contudo, no negócio dos
embaixadores dos príncipes de Babilônia, que lhe foram enviados a perguntarem
acerca do prodígio que fora feito na sua terra, Deus o desamparou para
experimentá-lo, e para saber tudo o que havia no seu coração.
32 Ora, o restante dos atos de
Ezequias, e as suas boas obras, eis que estão escritos na visão do profeta
Isaías, filho de Amoz, no livro dos reis de Judá e de Israel.
33 E Ezequias dormiu com seus
pais, e o sepultaram no mais alto dos sepulcros dos filhos de Davi; e todo o
Judá e os habitantes de Jerusalém lhe renderam honras na sua morte. E Manassés,
seu filho, reinou em seu lugar.
II Reis 19. 1 Quando o rei Ezequias ouviu isto rasgou as suas
vestes, cobriu-se de saco, e entrou na casa do Senhor.
2 Então enviou Eliaquim, o
mordomo, e Sebna, o escrivão, e os anciãos dos sacerdotes, cobertos de sacos,
ao profeta Isaías, filho de Amoz.
3 Eles lhe disseram: Assim diz
Ezequias: Este dia é dia de angústia, de vituperação e de blasfêmia; porque os
filhos chegaram ao parto, e não há força para os dar à luz.
4 Bem pode ser que o Senhor
teu Deus tenha ouvido todas as palavras de Rabsaque, a quem o seu senhor, o rei
da Assiria, enviou para afrontar o Deus vivo, e repreenda as palavras que o
senhor teu Deus ouviu. Faze, pois, oração pelo resto que ainda fica.
5 Foram, pois, os servos do
rei Ezequias ter com Isaias.
6 E Isaías lhes disse: Assim
direis a vosso senhor: Assim diz o Senhor: Não temas as palavras que ouviste,
com as quais os servos do rei da Assíria me blasfemaram.
7 Eis que meterei nele um
espírito, e ele ouvirá uma nova, e voltará para a sua terra; e à espada o farei
cair na sua terra.
8 Voltou, pois, Rabsaqué e
achou o rei da Assíria pelejando contra Libna, porque soubera que o rei havia
partido de Laquis.
9 E o rei, ouvindo dizer
acerca de Tiraca, rei da Etiópia: Eis que saiu para te fazer guerra, tornou a
enviar mensageiros a Ezequias, dizendo:
10 Assim falareis a Ezequias,
rei de Judá: Não te engane o teu Deus, em quem confias, dizendo: Jerusalém não
será entregue na mão do rei da Assíria.
11 Eis que já tens ouvido o
que os reis da Assíria fizeram a todas as terras, destruindo-as totalmente; e
tu serias poupado?
12 Porventura os deuses das
nações a quem meus pais destruíram, puderam livrá-las, a saber, Gozã, Harã,
Rezefe, e os filhos de Eden que estavam em Telassar?
13 Que é feito do rei de
Hamate, do rei de Arpade, do rei da cidade de Sefarvaim, de Hena e de Iva?
14 Ezequias, pois, tendo
recebido a carta das mãos dos mensageiros, e tendo-a lido, subiu à casa do
Senhor, e a estendeu perante o Senhor.
15 E Ezequias orou perante o
Senhor, dizendo: Ó Senhor Deus de Israel, que estás assentado sobre os querubins,
tu mesmo, só tu és Deus de todos os reinos da terra; tu fizeste o céu e a
terra.
16 Inclina, ó Senhor, o teu
ouvido, e ouve; abre, ó Senhor, os teus olhos, e vê; e ouve as palavras de
Senaqueribe, com as quais enviou seu mensageiro para afrontar o Deus vivo.
17 Verdade é, ó Senhor, que os
reis da Assíria têm assolado as nações e as suas terras,
18 e lançado os seus deuses no
fogo porquanto não eram deuses mas obra de mãos de homens, madeira e pedra; por
isso os destruíram.
19 Agora, pois, Senhor nosso
Deus, livra-nos da sua mão, para que todos os reinos da terra saibam que só tu,
Senhor, és Deus.
20 Então Isaías, filho de
Amoz, mandou dizer a Ezequias: Assim diz o Senhor Deus de Israel: Ouvi o que me
pediste no tocante a Senaqueribe, rei da Assíria.
21 Esta é a palavra que o
Senhor falou a respeito dele: A virgem, a filha de Sião, te despreza e te
escarnece; a filha de Jerusalém meneia a cabeça por detrás de ti.
22 A quem afrontaste e
blasfemaste? E contra quem alçaste a voz, e ergueste os olhos ao alto? Contra o
Santo de Israel!
23 Por meio de teus
mensageiros afrontaste o Senhor, e disseste: Com a multidão de meus carros subi
ao alto dos montes, aos lados do Líbano; cortei os seus altos cedros, e as suas
mais formosas faias, e entrei na sua mais distante pousada, no bosque do seu
campo fértil.
24 Eu cavei, e bebi águas
estrangeiras; e com as plantas de meus pés sequei todos os rios do Egito.
25 Porventura não ouviste que
já há muito tempo determinei isto, e já desde os dias antigos o planejei? Agora,
porém, o executei, para que fosses tu que reduzisses as cidades fortificadas a
montões desertos.
26 Por isso os moradores delas
tiveram pouca força, ficaram pasmados e confundidos; tornaram-se como a erva do
campo, como a relva verde, e como o feno dos telhados, que se queimam antes de
amadurecer.
27 Eu, porém, conheço o teu
assentar, o teu sair e o teu entrar, bem como o teu furor contra mim.
28 Por causa do teu furor
contra mim, e porque a tua arrogância subiu aos meus ouvidos, porei o meu anzol
no teu nariz e o meu freio na tua boca, e te farei voltar pelo caminho por onde
vieste.
29 E isto te será por sinal:
Este ano comereis o que nascer por si mesmo, e no ano seguinte que daí
proceder; e no terceiro ano semeai e comei, e plantai vinhas, e comei os seus
frutos.
30 Pois o que escapou da casa
de Judá, e ficou de resto, tornará a lançar raízes para baixo, e dará fruto
para cima.
31 Porque de Jerusalém sairá o
restante, e do monte Sião os que escaparem; o zelo do Senhor fará isto.
32 Portanto, assim diz o
Senhor acerca do rei da Assíria: Não entrará nesta cidade, nem lançará nela
flecha alguma; tampouco virá perante ela com escudo, nem contra ela levantará
tranqueira.
33 Pelo caminho por onde veio,
por esse mesmo voltará, e nesta cidade não entrará, diz o Senhor.
34 Porque eu defenderei esta
cidade para livrá-la, por amor de mim e por amor do meu servo Davi.
35 Sucedeu, pois, que naquela
mesma noite saiu o anjo do Senhor, e feriu no arraial dos assírios a cento e
oitenta e cinco mil deles: e, levantando-se os assírios pela manhã cedo, eis
que aqueles eram todos cadáveres.
36 Então Senaqueribe, rei da
Assíria, se retirou e, voltando, habitou em Nínive.
37 E quando ele estava
adorando na casa de Nisroque, seu deus, Adrameleque e Sarezer, seus filhos, o
mataram à espada e fugiram para a terra de Arará. E Esar-Hadom, seu filho,
reinou em seu lugar.
Invasão e ameaça: Após
capturar muitas cidades fortificadas de Judá, Senaqueribe cercou Jerusalém,
onde o rei Ezequias e o povo estavam. O comandante assírio, Rabsaqué, zombou de
Ezequias e, de forma blasfema, ridicularizou a confiança do rei no Deus de
Israel, afirmando que Ele não poderia livrá-los.
Oração de
Ezequias: Em vez de ceder ao medo, o
rei Ezequias se humilhou, rasgou suas vestes e buscou orientação do profeta
Isaías. Ele orou a Deus, pedindo que salvasse Jerusalém para que todas as
nações soubessem que somente o Senhor é Deus. Está no Salmos 46
1Deus é o nosso refúgio e
fortaleza, socorro bem presente na angústia.
2 Pelo que não temeremos,
ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se projetem para o meio dos
mares;
3 ainda que as águas rujam e
espumem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza.
4 Há um rio cujas correntes
alegram a cidade de Deus, o lugar santo das moradas do Altíssimo.
5 Deus está no meio dela; não
será abalada; Deus a ajudará desde o raiar da alva.
6 Bramam nações, reinos se
abalam; ele levanta a sua voz, e a terra se derrete.
7 O Senhor dos exércitos está
conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio.
8 Vinde contemplai as obras do
Senhor, as desolações que tem feito na terra.
9 Ele faz cessar as guerras
até os confins da terra; quebra o arco e corta a lança; queima os carros no
fogo.
10 Aquietai-vos, e sabei que
eu sou Deus; sou exaltado entre as nações, sou exaltado na terra.
11 O Senhor dos exércitos está
conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio.
Intervenção divina: A resposta
de Deus foi imediata e impressionante. Naquela mesma noite, um anjo do Senhor
matou 185 mil soldados do exército assírio.
Isaías 37: 36 Então saiu o anjo do Senhor, e feriu no arraial
dos assírios a cento e oitenta e cinco mil; (185 mil), e quando se
levantaram pela manhã cedo, eis que todos estes eram corpos mortos.
37 Assim Senaqueribe, rei da
Assíria, se retirou, e se foi, e voltou, e habitou em Nínive.
38 E sucedeu que, enquanto ele
adorava na casa de Nisroque, seu deus, Adrameleb, que e Sarezer, seus filhos, o
mataram à espada; e escaparam para a terra de Arará. E Ezar-Hadom, seu filho,
reinou em seu lugar.
Em Resumo
Derrota e morte: Senaqueribe,
humilhado pela derrota, abandonou o cerco e retornou à sua capital, Nínive.
Mais tarde, ele foi assassinado por seus próprios filhos enquanto adorava seu
deus em um templo, cumprindo a profecia de Isaías.
Pr. Roberto Cabral - Teólogo


