terça-feira, 10 de junho de 2014

Hebreus



GENEALOGIA HEBRAICA
Como de resto todo o Pentateuco, a narração dos acontecimentos desta época ficou a cargo de Moisés. Segundo ele, Jacob, em seu leito de morte, chama a seus filhos e lhes divide o reino nas onze tribos. Suas bênçãos são destacadas para 2 filhos: Judá e José. De Judá diz:
"Judá, teus irmãos te louvarão; a tua mão subjugará as cervizes de teus inimigos: os filhos de teu pai te adorarão. Judá é como um cachorro de leão: subsiste, meu filho, à presa: deitaste-te para descansar como o leão, e como a leoa: quem se atreverá a despertá-lo? Não se tirará o cetro de Judá, nem general que proceda da sua cocha, menos que não venha aquele, que deve ser enviado. E ele será a expectação das gentes." (Gênesis 49:8-10)


O nazareno José e o Lobo Benjamim

José, o penúltimo chamado, recebe uma bênção especial de Jacob; por último, Benjamim recebe a bênção. Seguindo a antiga máxima segundo a qual "os últimos serão os primeiros", José e Benjamim parecem ser os mais destacados na benção de Jacob. Todavia, ambos serão perseguidos por seus irmãos: enquanto José será vendido como escravo para o Egito, os da tribo de Benjamim serão banidos e quase aniquilados por seus irmãos no século XII a.C.. Pela distinção feita a José entendemos o porque da ênfase dada na M\pela tríplice saudação a José quando da abertura e fechamento da L\. Benjamim, veremos, é o preferido do Senhor, como nos dirá Moisés mais adiante. A ligação íntima entre José e Benjamim é muito clara: ambos são uma alusão muito forte ao culto da Mãe, referido constantemente na Bíblia como pagão.
Moisés mesmo, descendo do monte com as tábuas, encontra seu povo adorando o bezerro de ouro, símbolo da mãe. O próprio Deus repudiou tal fato, somente contornado graças à intervenção de Moisés. Este é o papel do homem: servir de intermediário entre Deus Pai e a Mãe. Mas, como veremos, é muito difícil para o homem discernir este dualismo. Na bênção de Jacob sobre José somos forçados a pensar mais profundamente na intenção do patriarca Jacob, quando diz a José (ou antes o IOSE), o representante de Jeová ou Júpiter:
"José, filho que cresce, filho que se aumenta, e formoso de aspecto: as moças andaram por cima do muro. Mas exasperaram-no e estimularam-no, e invejaram-no os que tinham dardos. O seu arco susteve-se no forte; e as prisões dos seus braços, e das suas mãos foram rotas pela mão do forte de Jacob: dali saiu ele para ser o pastor, a pedra de Israel. O Deus de teu pai será o teu Protetor; e o Todo-Poderoso te abençoará com a bênção do alto céu; com as bênçãos do abismo inferior: com as bênçãos das tetas, e da madre. As bênçãos de teu pai excederam às que ele recebeu de seus pais: e elas durarão até que venha o desejo dos outeiros eternos. Derramem-se essas bênçãos sobre a cabeça de José, e sobre o alto da cabeça daquele, que é como um nazareno entre seus irmãos." (Gênesis, 49:25-26)
Lembramos nitidamente o papel de José como o Dumuzi de Ichtar, ou o Adônis de Vênus (vide ano 2900-2500 a.C.), e seu papel ligado simultaneamente ao Pai e à Mãe, como o judeu-egípcio que foi, o protegido de Jeová que harmoniosamente assentou-se com os "pagãos" egípcios. O Deu referido pelos hebreus representava o Pai, e a terra do Nilo representava a Mãe, a Terra, pois seu nome original era Kem, Terra Negra. Da mesma forma Benjamim - que significa o adorado, o amado de Deus - é referido por Jacob como um lobo arrebatador, numa clara alusão à mãe, tal qual a loba romana que, com suas tetas, alimentará os fundadores de Roma séculos mais tarde:
"Benjamim será como um lobo arrebatador; ele pela manhã devorará a presa, e à tarde repartirá os despojos." (Gênesis 49:27)
Muito tempo de passará antes que os hebreus entendam isso. Se a Rômulo e Remo coube a dádiva de Roma, a Benjamim coube a cidade de Jerusalém, conhecida por JEBUS, centro do reino judeu. Séculos mais tarde, a vinda do nazareno Jesus (ou antes o IESO ou IESU) trazendo a Lei do Amor venusino, herdará, como verdadeiro rei, a cidade benjamita de JEBUS. Jesus foi filho de outro José, homônimo do filho nazareno de Jacob. Como veremos adiante, o título de nazareno nada tem a ver com a cidade de Nazareth.
Esta bênção de Deus é reforçada por Moisés pouco antes de sua morte. Novamente se verá as bênçãos do Senhor sobre as tribos, e Benjamim e José novamente são abençoados um após o outro, desta vez com Benjamim primeiro e José após:
"Disse também a Benjamim: O muito amado do Senhor habitará nele confiadamente: morará como em tálamo nupcial todo o dia, e descansará entre seus braços. Disse também a José: A tua terra será cheia das bênçãos do Senhor, dos frutos do céu e do orvalho, e do abismo que está debaixo; dos frutos produzidos por virtude do Sol e da Lua; dos frutos que crescem sobre os montes antigos e sobre os outeiros eternos; e dos frutos da terra e de toda sua abundância. A bênção daquele que apareceu na sarça venha sobre a cabeça de José, e sobre o alto da cabeça do Nazareno entre seus irmãos. A sua formosura é como a do primogênito do touro; os seus cornos são como os cornos do rinoceronte; com eles levantará ao ar todas as gentes até as extremidades da terra; tais são as tropas inumeráveis de Efraim; e tais são os milhares de Manassés." (Deuteronômio 33:12-17)
Novamente nos reportamos à saga de Ichtar e Dumuzi e às alusões à mãe (o touro) e ao pai, ou seja, à Lua e ao Sol. E desta vez temos sobre os de Benjamim o destaque especial de escolhidos do Senhor. Antes disso, entretanto, as onze tribos destruirão a tribo de Benjamim, e chorarão amargamente...
1930 a.C. - Creta: são construídos os primeiros palácios graças ao desenvolvimento da cultura Minóica e ao contato com o Egito e os povos do Levante (Síria, Fenícia, Canaan). O comércio minóico chega à costa da Sicília, Chipre, Anatólia Ocidental, Levante e Egito.
1899 a.C. - Possível época do rei Midas, da Phrygia. Ele viveu 400 anos antes do Dilúvio de Deucalião. Como vimos em 9500 a.C., Sileno ensinou a Midas, rei da Phrygia, a existência de um verdadeiro e único continente, de imensa extensão e habitado pelos Merópios, ao qual Theopompo chamou Merópis.
1850-1250 a.C. - Período de florescimento de Tróia VI, aquela relatada por Homero na Ilíada. A importância de Tróia VI é comparável à de Micenas e Tirinto. O governante de Micenas - Agamemnon - chefiou os gregos numa guerra contra os troianos. Na cidade alta viviam os aristocratas e o rei. Desde 1988 foram descobertos novos locais em Tróia que permitiram reconhecer na cidade uma importância estratégica primordial na região nesta época. As escavações, realizadas por Manfred Korfmann, levaram ao conhecimento de uma Tróia tão grandiosa que impérios contemporâneos como os gregos e os hititas não puderam suplantar para obter o domínio do estreito de Dardanelos, "e com ele a passagem do âmbar, que descia pelos rios russos até o Mediterrâneo, e do estanho, indispensável para a produção do bronze", segundo Eberhard Zangger, especialista em cultura clássica e um dos decifradores da correspondência hitita. (Revista TERRA, maio/96, Ed. Azul, p. 27) Um fosso que parecia não passar de 20 mil metros quadrados revelou-se uma cidade com mais de 300 mil metros quadrados de superfície, a sudoeste de Hisarlik. A descoberta foi feita com a ajuda de um magnetômetro de césio, um instrumento utilizado para detectar construções soterradas. As indicações remontam o núcleo ao ano 3000 a.C..
Cena de Circuncisão da tumba de Ankn-mahor VI dinastia (2323-2150 a.C.)

Art Publishers Lehnert & Landrock - Kurt & Edouard Lambelet, Cairo, Egypt)
 
De todas as conjecturas acerca dos descobridores da América em época pré-colombiana, uma das mais apaixonantes tem por centro a figura enigmática de Quetzalcoatl, a Serpente Emplumada, deus do vento e da água. Segundo uma das versões da lenda, Quetzalcoatl era o príncipe tolteca de Tula, cidade situada a cerca de 65 km a norte da posterior capital asteca, Tenochtitlán (Cidade do México), e reinou no século X da Era Cristã. Isolado no seu palácio, e sem jamais se ver em um espelho, Quetzalcoatl provocou a ira contra si próprio pelo fato de oferecer borboletas em sacrifício aos deuses, poupando os seres humanos. Os feiticeiros convenceram-no a entregar-se à bebida e a seduzir uma sacerdotisa; seguidamente, deram-lhe um espelho para que observasse a sua face marcada pela corrupção ou pela idade (as opiniões divergem). Destruído o seu mistério real, Quetzalcoatl fugiu apressadamente para o litoral próximo da atual Veracruz, e fez-se ao mar prometendo regressar um dia para recuperar o seu tesouro e governar o seu povo.
Quando Hernán Cortés e seu grupo de conquistadores barbados vindos de Cuba desembarcaram nas imediações do local onde Quetzalcoatl partira, Montezuma II, chefe dos astecas, ouviu descrições dos visitantes que correspondiam à tradição tolteca: segundo a profecia, os deuses retornariam sob a forma de "homens brancos de barbas, vestidos de cores diversas e com as cabeças cobertas por objetos redondos ... montados em animais semelhantes aos veados e outros em águias que voariam como o vento." Nitidamente, o hábito não-sacrificador do deus denota a usurpação do trono por algum estrangeiro "branco". Uma das teorias mais aceitas é a de que seria um descendente Viking desgarrado das frotas que se dirigiram à Islândia e aos Estados Unidos (Vinland) por esta mesma época.
Mas se olharmos a obra Comentarios Reales que Tratan de la Origen de los Incas, Garcilaso de la Vega (1540-1616 d.C.), filho de uma princesa inca, alude à tradição da chegada, muitos séculos atrás, de gigantes vindos do mar: "Um dia apareceram grandes jangadas de junco ... tripuladas por homens tão altos que uma pessoa de estatura vulgar mal lhes chegava aos joelhos. Eram no entanto muito bem proporcionados. Tinham olhos enormes, todos eles usavam barba e os cabelos caíam-lhes sobre os ombros." Resguardado o exagero da altura, a característica da raça branca típica fica clara. Para corroborar a hipótese de participação fenícia ou semítica (vide mais detalhes no ano 965 a.C.), vale mostrar a seguinte representação de uma escultura pré-colombiana. O rosto fino de oval alongado, o nariz grande e aquilino e a barba pontiaguda apresentam características mais semitas que índias. A fronte desta cabeça é cingida por uma tiara e ornamenta um incensório descoberto nas escavações de Iximché, na Guatemala:
Rosto fenício pré-Colombiano

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todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual existem todas as coisas, e por ele nós também.

1 Corintios 8.6

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