Esse texto fala de experiências pessoais e intransferíveis. Embora a batalha seja da igreja, a recompensa é individual. Por isso está no singular: “Ao vencedor...”. O último versículo da carta se refere a experiências sobrenaturais com Deus, reservadas para aqueles que resistiram às ofertas do maligno ou se arrependeram de tê-las recebido. Existe um tom de mistério no texto. O maná está “escondido” e o novo nome só será conhecido por aquele que o receber. Temos aí o aspecto de segredo que sempre envolve o galardão reservado para os justos.
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Filled Under: APOCALIPSE
Igreja de Pérgamo
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“ Ao anjo da igreja que está em Pérgamo escreve: Isto diz aquele
que tem a espada aguda de dois gumes: Sei onde habitas, que é onde está o trono
de Satanás; mas reténs o meu nome e não negaste a minha fé, mesmo nos dias de Antipas,
minha fiel testemunha, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita.
Entretanto, algumas poucas coisas tenho contra ti; porque tens aí os que seguem
a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos
filhos de Israel, introduzindo-os a comerem das coisas sacrificadas a ídolos e
a se prostituírem. Assim tens também alguns que de igual modo seguem a doutrina
dos nicolaítas. Arrepende-te, pois; ou se não, virei a ti em breve, e contra
eles batalharei com a espada da minha boca. Quem tem ouvidos, ouça o que o
Espírito diz às igrejas. Ao vencedor darei do maná escondido, e lhe darei uma
pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão
aquele que o recebe ”. (Apocalipse 2.12-17).
A guerra implícita
Todas as cartas às sete igrejas da Ásia incluem uma promessa “ao
vencedor” (2.7, 11, 17, 26; 3.5, 12, 21). Se é possível vencer ou ser
derrotado, significa que existe uma guerra em andamento. Isto fica evidente na
carta à igreja de Pérgamo pelo destaque que se dá à espada (2.12,16) e pelo uso
do verbo “batalhar” (2.16).
Aquelas igrejas estavam em constante combate, não entre si, mas contra
Satanás (2.9, 10, 13, 24; 3.9), que se fazia representar de várias formas e com
diversas estratégias. Tal realidade não é diferente da nossa. Também somos
igrejas do Senhor e estamos na frente de batalha.
Os soldados de cada lado
Assim como Deus usa homens para realizar muitos de seus propósitos, o
inimigo também usa. Por quem ser usado é uma questão da escolha que cada pessoa
faz. Pelo lado do bem, o texto nos apresenta o exemplo de Antipas, fiel
testemunha do Senhor (2.13). Pelo lado mau, temos os nomes simbólicos de Balaão
e Balaque (2.14), representando o poder religioso e político respectivamente. O
versículo 15 contém a presença discreta de um tal Nicolau, outro líder
religioso. O diabo sempre tenta utilizar todo tipo de influência para nos
atacar ou perseguir. Se ele puder usar líderes religiosos ou governantes, ele o
fará com proveito. Não podemos cometer o erro da generalização, condenando
todos os religiosos ou políticos, mas sabemos que através de heresias, falsas
doutrinas, leis injustas e decisões arbitrárias, o povo de Deus tem sido
prejudicado e perseguido durante a história.
O campo de batalha
Aquela igreja estava no território do inimigo. Satanás habitava naquele
lugar e ali estava o seu trono (2.13). Deus não mandou a igreja se mudar dali,
pois ele precisava de fiéis testemunhas naquela cidade. Aquele local era
desconfortável. A perseguição era intensa, mas a igreja não podia ir embora.
Muitos servos de Deus, ainda hoje, estão em lugares difíceis, mas devem ser luz
no meio das trevas.
Vitória sobre os ataques diretos (2.13)
O objetivo do maligno é destruir as nossas almas. Para isso, ele tenta
nos fazer desviar do caminho do Senhor. Esta é a ênfase de Ap.2.13. A igreja
foi tentada a negar a fé e renunciar ao nome de Jesus. Entretanto, foi
vitoriosa, pois manteve sua posição. A guerra, porém, ainda não havia
terminado.
Derrota diante das influências sutis (2.14-15).
Se Satanás não consegue nos tirar do caminho, ele colocará tropeços à
nossa frente, conforme se vê no versículo 14. Se ele não consegue nos tirar a
fé, tentará fazer acréscimos à nossa doutrina, inserindo seu veneno de forma
sutil. Se você resolve não abandonar a igreja, ele tentará armar seus laços lá
dentro mesmo. Se ele não nos vence pelo mundanismo, tentará nos conduzir a um
tipo de religiosidade vazia, infrutífera e inútil. Mesmo não negando o nome de
Jesus, ainda corremos o risco de sermos apenas cristãos nominais.
A experiência de Israel (Num.22 a 25) é lembrada no versículo 14 como
alerta para a igreja de Pérgamo. Os moabitas, súditos de Balaque, não tinham
poder militar para enfrentar os israelitas. Balaão, por sua vez, não podia
amaldiçoar o povo de Deus. Então, usaram outra estratégia: uma aparência de
amizade. Ofereceram comida, carinho e afeto aos filhos de Israel. Assim, eles
comeram alimentos sacrificados aos ídolos e se prostituíram. Tal estratagema
teve alto nível de eficácia, pois levou ao pecado e à morte milhares de pessoas
do povo de Deus.
A participação dos israelitas em cerimônias idólatras pode ser comparada
ao ecumenismo tão difundido atualmente. Devemos amar e respeitar todas as
pessoas, mas misturar o culto a Deus com a idolatria não é aceitável.
Observamos que, passados tantos séculos entre a experiência de Israel e o
Apocalipse, a estratégia do inimigo continua a mesma. Eis uma das razões pelas
quais o Antigo Testamento continua útil.
Aqueles cristãos de Pérgamo tinham apresentado grande resistência aos
ataques diretos (2.13), mas alguns sucumbiram diante das influências sutis
(2.14-15). Continuaram dentro da igreja, mas seguiam uma doutrina
estranha. Foram vitoriosos em um momento (2.13) e derrotados em outro
(2.14-15), quando permitiram que “poucas coisas” (2.14) fossem semeadas pelo
inimigo. Não é preciso muito fermento para levedar a massa.
Muitos cristãos hoje não negam sua fé (2.13), mas caem na prostituição,
no adultério ou em outras relações ilícitas (2.14). Estão sendo vencidos pelo
Diabo do mesmo jeito.
Nova oportunidade
Apesar das derrotas sofridas, ainda havia esperança para aquele povo. O
Senhor disse à igreja: “Arrepende-te” (2.16). Queres vencer Satanás?
Arrepende-te do pecado. O arrependimento é acompanhado pelo perdão. Esta é a
única forma de reverter a situação. Outras batalhas virão e precisam ser
vencidas. Pior do que cair é desistir de caminhar. Se caíste, levanta-te e
prossegue no caminho do Senhor. Só o arrependimento, a mudança de atitude, o
abandono do pecado, nos coloca de volta à posição de vitória.
A recompensa final
Em Ap.2.17 vemos o fim triunfal para os vencedores. Aqueles que
renunciaram à comida dos ídolos (2.14), comerão do maná escondido (2.17). O
maná é a provisão divina para as necessidades humanas. É o alimento celestial
que traz sustento e satisfação para as nossas almas, algo que o mundo não pode
oferecer.
Esse texto fala de experiências pessoais e intransferíveis. Embora a batalha seja da igreja, a recompensa é individual. Por isso está no singular: “Ao vencedor...”. O último versículo da carta se refere a experiências sobrenaturais com Deus, reservadas para aqueles que resistiram às ofertas do maligno ou se arrependeram de tê-las recebido. Existe um tom de mistério no texto. O maná está “escondido” e o novo nome só será conhecido por aquele que o receber. Temos aí o aspecto de segredo que sempre envolve o galardão reservado para os justos.
Esse texto fala de experiências pessoais e intransferíveis. Embora a batalha seja da igreja, a recompensa é individual. Por isso está no singular: “Ao vencedor...”. O último versículo da carta se refere a experiências sobrenaturais com Deus, reservadas para aqueles que resistiram às ofertas do maligno ou se arrependeram de tê-las recebido. Existe um tom de mistério no texto. O maná está “escondido” e o novo nome só será conhecido por aquele que o receber. Temos aí o aspecto de segredo que sempre envolve o galardão reservado para os justos.
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para aqueles que o amam ” (ICo.2.9).
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